sábado, 24 de setembro de 2016

Bruce e Trump

Bruce e Trump - Hoje o cantor Bruce Springsteen declarou que era simplesmente vergonhoso que um sujeito como Donald Trump estivesse prestes a vencer as eleições americanas. Para Bruce sua ascensão nas pesquisas era algo preocupante, aliás ele disse mais do que isso, para Bruce só o simples fato de Trump disputar as eleições presidenciais já era por si só uma grande vergonha para os Estados Unidos.

Essa declaração realmente deixou muita gente surpreendida. Isso porque Bruce sempre foi mais alinhado ao Partido Republicano (o mesmo que Trump está concorrendo as eleições) do que por seu rival, o Partido Democrata. A questão porém não se limita a isso. O fato é que tal como acontece na política brasileira, o cenário americano parece saturado em termos políticos.

Trump é realmente um bufão. Uma celebridade que resolveu brincar de presidenciável e que acabou vencendo primárias e mais primárias, se tornando o candidato republicano à Casa Branca. O pior é que o outro lado não parece melhor. Hillary Clinton é apenas mais uma continuação sem brilho das administrações de seu marido (nos agora distantes anos 90) e Obama (que se revelou para muitos setores um presidente fraco, sem pulso e sem decisão). Nos últimos dias inclusive imagens de Hillary passando mal - e quase desmaiando antes de entrar em um carro - demonstraram que ela não parece ter muitas condições de saúde para seguir em frente.

A classe artística - com exceções - resolveu por isso apoiar em peso Hillary. Como o voto nos Estados Unidos não é obrigatório a luta é para que o eleitor saia de casa para votar em algum dos candidatos. O problema é que isso definitivamente não é fácil. Nenhum deles parece despertar grande entusiasmo entre o povo americano. Esse fator - a abstenção - parece favorecer Trump, já que seu eleitorado, mais conservador e engajado, tende a ir votar em maior número do que os saturados admiradores de Clinton. O futuro, bom, esse ninguém sabe ao certo. De minha parte penso que Trump vencerá as eleições, para desespero de Bruce e cia. Quem viver verá...

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

The Beatles - Oh! Darling

Que Paul McCartney sempre foi um grande compositor de baladas, isso provavelmente todo mundo já sabe. O que poucos conhecem é que nos bastidores dos Beatles sempre havia uma disputa surda envolvendo Paul e John. Enquanto McCartney estava sempre lapidando suas criações românticas, John ficava pegando em seu pé, dizendo que ele estava sempre fazendo canções piegas. O próprio John chegou a declarar sobre isso em uma entrevista: "Eu estava sempre surgindo nos estúdios com rocks pesados, enquanto Paul surgia como o poeta romântica dos Beatles. Eu ficava perplexo com isso porque queria contrabalancear nos discos dos Beatles e como Paul só parecia surgir com músicas de amor eu tinha que me virar criando rocks! Quando os Beatles se separaram eu até mesmo fiquei em dúvida se ainda conseguiria compor alguma música romântica depois de anos de pauleira". Pois é, não foi fácil para John aguentar por anos e anos as intermináveis declarações de amor de Paul em forma de notas musicais...

De qualquer forma, indiferente com as críticas de John, Paul surgiu no estúdio Abbey Road com essa nova faixa romântica - aliás mais do que isso, uma das mais sinceras e ternas melodias de sua carreira. A inspiração de Paul veio de velhas músicas americanas dos anos 50, com todos aqueles refrãos pegajosos e ultra românticos. Para gravar seus vocais Paul também decidiu que iria chegar mais cedo no Abbey Road para chegar no tipo de vocalização que considerava a ideal. Ele acreditava que sua voz ficava particularmente mais bonita nas primeiras horas da manhã. Assim mal o estúdio era aberto às sete da manhã e lá estava Paul gravando sozinho, sem os demais Beatles que só apareciam muitas horas depois. Depois que Paul finalmente gravou seus vocais o resto da banda contribuiu com a parte instrumental. John foi para o piano tirar algumas notas evocativas daquele espírito rock romântico dos 50´s. George criou um bonito solo de guitarra e Ringo fez o feijão com arroz com sua bateria. Até Billy Preston (que havia trabalhado em "Let It Be") deu uma pequena canja tocando seu sintetizador (embora na versão oficial Paul tenha eliminado essa parte). Então é isso, uma canção despudoradamente apaixonada, como tem que ser. Afinal grandes amores sempre são melhores quando são loucamente vividos.

Pablo Aluísio.

sábado, 17 de setembro de 2016

Elvis Presley - Close Up

Elvis Presley - Close Up - Um dos melhores lançamentos de Elvis pela BMG Heritage foi esse box chamado "Elvis: Close Up". Na verdade se tratava de um conjunto de quatro CDs que incluía amplo material até então inédito do aclamado Rei do rock'n'roll. No ano anterior a RCA já havia deixado os fãs de boca aberta lançando outro ótimo box de CDs intitulado "Elvis Today, Tomorrow, and Forever". Em termos de discografia foi uma das melhores fases de lançamentos de Elvis em muito tempo. Até pouco tempo antes ninguém conseguia supor que a RCA ainda mantinha tanto material inédito em seus arquivos (algo que seria amplamente explorado posteriormente na série FTD). Pois bem. A coleção "Elvis: Close Up" trazia ao todo 89 faixas completamente inéditas ao mercado. Cada um dos quatro CDs remasterizados cobria um aspecto distinto da carreira de Elvis Presley. O primeiro disco trazia as fitas master em estéreo dos anos 50, sendo o primeiro lançamento desse tipo de "Blueberry Hill", "Loving You", "(There'll Be) Peace in the Valley (For Me)", "Don't Leave Me Now" entre outras.

O disco 2 trazia faixas de quatro dos filmes em que Elvis trabalhou: "Saudades de um Pracinha", "Feitiço Havaiano", "Estrela de Fogo" e "Coração Rebelde". Todo o material havia sido restaurado com o melhor da tecnologia sonora da época. Esse CD trazia 25 faixas nunca antes lançadas. O terceiro CD cobria as sessões que Elvis fez nos anos 60 no Estúdio B da RCA em Nashville. Estão incluídas 21 faixas de várias sessões diferentes, incluindo "Make Me Know It", "U.S. Male", "Surrender", "His Latest Flame", "The Girl of My Best Friend" e "Singing Tree". O último disco trazia por fim um concerto inteiro gravado em 18 de abril de 1972 em San Antonio, em gravação completamente inédita. O show teve 23 canções, incluindo "Burning Love", "Proud Mary", "Suspicious Minds", "Never Been to Spain", "Funny How Time Slips Away" e "Polk Salad Annie". Em suma, era um excelente material, englobando praticamente todas as fases (anos 50, 60 e 70) da carreira do superstar. Um material de primeira, ideal para colecionadores em busca de novas faixas, novas gravações do eterno Rei do Rock Elvis Presley. Coisa fina e indispensável. 

DISC 1 - UNRELEASED STEREO MASTERS FROM THE 50'S - 1.Peace In The Valley (Take 9 MASTER) 2.I Beg Of You (Take 11) 3.That's When Your Heartaches Begin (Take 2) 4.It Is No Secret (Take 13 MASTER) 5.Blueberry Hill (Take 9 MASTER) 6.Have I Told You Lately That I Love You (Take 15 MASTER) 7.Is It So Strange (Take 12 MASTER) 8.Loving You (FAST Take 5) 9.Jailhouse Rock (MASTER) 10.Treat Me Nice (Version 1, Take 19) 11.Young & Beautiful (Takes 11 - 13 : Take 11 is the Master which consists of Takes 21 & 22 spliced!) 12.Young & Beautiful (SOLO MASTER Take 3) 13.Young & Beautiful (NIGHT CLUB MASTER Take 7) 14.I Want To Be Free (Movie version Take 12) 15.Treat Me Nice (2nd version Take 13) 16.I Want To Be Free (Record version Take 11 MASTER) 17.Don't Leave Me Now (Takes 2 - Elvis on piano) 18.Don't Leave Me Now (Movie version Take 21) 19.Baby I Don't Care (MASTER).

DISC 2 - UNRELEASED MOVIE GEMS - 1.GI Blues (Take 6) 2.Doin The Best I Can (Takes 10 - 12) 3.Wooden Heart (Take 1) 4.Pocketful of Rainbows (Takes 15 & 16) 5.Shoppin Around (Takes 4 & 5) 6.Frankfurt Special (Takes 4 & 5) 7.Big Boots (FAST - Take 1) 8.Tonight's All Right For Love (Takes 14 & 15) 9.Summer Kisses Winter Tears (Take 2) 10.Flaming Star (Take 2) 11.Lonely Man (SOLO - Take 3) 12.In My Way (Take 2) 13.Forget Me Never (Take 1) 14.Wild In The Country (Takes 1 & 14) 15.Lonely Man (Take 1) 16.I Slipped I Stumbled I Fell (Takes 14 - 16) 17.Aloho-oe (Take 1) 18.Hawaiian Sunset (Takes 6 & 7) 19.No More (Take 11) 20.Slicin Sand (Takes 6 & 7) 21.Steppin Out Of Line (Take 15) 22.Almost Always True (Take 3) 23.Moonlight Swim (Take 4 edited) 24.Can't Help Falling In Love (Takes 14 - 16).

DISC 3 - THE MAGIC OF NASHVILLE - 1.Make Me Know It (Take 1) 2.Soldier Boy (Take 10) 3.I Feel So Bad (Take 1) 4.Girl Of My Best Friend (Take 9) 5.Surrender (Takes 5 & 6) 6.Workin' on The Building (Take 4) 7.Starting Today (Take 1) 8.Kiss Me Quick (Take 4) 9.That's Someone You'll Never Forget (Take 7) 10.His Latest Flame (Take 12) 11.I Met Her Today (Take 16) 12.Just Tell Her Jim Said Hello (Take 4) 13.Echoes Of Love (Take 8) 14.Ask Me (Take 7) 15.Stand By Me (Take 10) 16.Somebody Bigger Than You & I (Take 15) 17.Without Him (Take 8) 18.Mine (Takes 8 & 9) 19.Singing Tree (First version Take 4) 20.U.S. Male (Take 10).

DISC 4 - LIVE IN TEXAS 1972 - (Recorded "live" in San Antonio, Texas on April 18, 1972) 1.See See Rider 2.Proud Mary 3.Never Been To Spain 4.You Gave Me A Mountain 5.Until It's Time For You To Go 6.Polk Salad Annie 7.Love Me 8.All Shook Up 9.Teddy Bear / Don't Be Cruel 10.Heartbreak Hotel 11.Hound Dog 12.How Great Thou Art 13.I Can't Stop Loving You 14.Love Me Tender 15.Suspicious Minds 16.For The Good Times 17.Burning Love 18.American Trilogy 19.Funny How Time Slips Away 20.Can't Help Falling In Love.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

The Doors - Crawling King Snake

Jim Morrison já estava completamente destruído por todos os excessos quando os Doors se reuniram para a gravação de mais um álbum - que iria se tornar o último com o Rei Lagarto nos vocais. Esse disco, todos os fãs sabem, bem poderia se chamar "The Doors Blues Album" porque realmente a levada é de homenagem ao bom e velho blues. Jim estava particularmente interessado no ritmo e não era apenas porque frequentava todos os dias bares de blues em Los Angeles para encher a cara ao lado de seus parças  caminhoneiros e motoqueiros. O sucesso do disco anterior, "Morrison Hotel", se tornou um inegável êxito de público e crítica, abrindo o caminho para esse tipo de som, se mostrando bem viável para Jim e seus colegas de banda.

De todas as faixas uma das mais representativas é justamente essa "Crawling King Snake". Esse é um blues antigo, clássico, um verdadeiro standart. Presume-se (ninguém tem certeza) que a canção foi composta por cantores de blues de cabarés na década de 1920. Só depois vieram as primeiras gravações. Naquela época os compositores e cantores de blues eram considerados vagabundos, artistas que vendiam suas criações em troca de uma garrafa de whisky, as gravando em pequenos estúdios do tipo fundo de quintal. Assim as origens de músicas como essa acabavam se perdendo nas areias do tempo. A versão de Morrison bebe diretamente (sem trocadilhos infames, por favor!) da gravação de John Lee Hooker dos anos 1940. Em minha opinião essa versão dos Doors é inclusive superior às gravadas por Howlin' Wolf e Muddy Waters, Um registro excelente, com muita alma e espírito (provavelmente vindo diretamente das entidades que norteavam a mente do embriagado Morrison). Melhor do que isso, impossível.


Crawling King Snake (Autor desconhecido)
Well, I'm the Crawlin' King Snake / And I rule my den / I'm the Crawlin' King Snake / And I rule my den / Yeah, don't mess 'round with my mate / Gonna use her for myself / Caught me crawlin', baby, window / Grass is very high / Keep on crawlin' till the day I die / Crawlin' King Snake / And I rule my den / You better give me what I want / Gonna crawl no more / Caught me crawlin', baby / Crawlin' 'round your door / Seein' everything I want / I'm gonna crawl on your floor / Let's crawl / And I rule my den / C'mon, give me what I want / Ain't gonna crawl no more / Alright, crawl a while / C'mon crawl / C'mon crawl / Get on out there on your hands and knees, baby / Crawl all over me / Just like the spider on the wall / Ooo, we gonn' crawl, one more / Well, I'm the Crawlin' King Snake / And I rule my den / Call me the Crawlin' King Snake / And I rule my den / Yeah, don't mess 'round with my mate / Gonna use her for myself.

Pablo Aluísio.

sábado, 10 de setembro de 2016

Paul McCartney - Angry

Paul McCartney - Angry (1986)
Paul McCartney levou tanta paulada da crítica quando lançou Press To Play em 1986 que o álbum mal conseguiu se destacar nas paradas. Pura injustiça. Eu comprei o disco quando foi lançado nos anos 80 (tenho até hoje o vinil) e posso dizer que é uma obra subestimada (e pasmem inclusive e infelizmente pelo próprio McCartney!). Em um disco com pouco mais de dez faixas afirmo que há pelo menos quatro grandes momentos (o que convenhamos não deixa de ser uma boa média). Uma das faixas que foram injustamente subestimadas e caíram no esquecimento foi justamente esse rock com espírito anos 50 chamado "Angry".

A gravação inclusive me lembra uma jam session por parte de Paul e seu grupo de apoio (contando, olhem só, com Pete Townshend na guitarra e Phil Collins na bateria!). É bom salientar que isso não é um defeito, mas um mérito, simplesmente porque nem sempre uma grande produção garante uma grande música. Muitas vezes a simplicidade é tudo em uma faixa como essa! Tirando os vocais típicos do Wings (que nos remete aos anos 70) tudo o mais me faz lembrar das velhas gravações dos tempos da Sun Records ou até mesmo antes disso! O ritmo é bem envolvente e a letra, sucintamente bobinha, completa ainda mais o quadro nostálgico. Só resta saber como um quarentão como Paul na época ainda encontrou toda essa energia adolescente revoltosa e rebelde em plenos anos 80! Ponto para o bom e velho Sir Macca e sua eterna juventude roqueira. É assim que se faz meu caro...


Angry (Paul McCartney) - What The Hell Gives The Right To Tell Me What To Do With My Life? / Especially When You Made A Mess Of Every Chance You Had To Success / Look At You... Just Look At You. I Said I'm Angry Just Looking At You / I'm Sick And Tired Of Sitting Back Listening To All Of Your Clap-Trap / If You Could Get Me To Take The Rap I Guarantee / You'd Leave Me With A Backslap / Push Me To The Left, Push Me To The Right Try To Take Me Out Of The Way / Ven If You Kick Me Off The Edge Of The World / You're Still Going To Hear Me Say... / When The Hell Gives You The Right To Tell Me What To Do With My Life? / Especially When You Made A Mess Of Every Chance You Have To Success / Look At You. Oh Look At You. I Said I'm Angry Just Looking At You / Shouting Down Again Mahama. Shouting Down Again / Shouting Down Agaun Mahama. Shouting Down Again / I Can't Begin To Tell You All The Reasons / Why You're Making Me Crazy / I've Got So Many Answers / Like You're Stupid, Like You're Crooked, Like You're Lazy / Hit Me With Your Left, Hit Me With Your Right / Hit Me From The Top To The Toe / Even When You Chew Me Up And Spit Me Out / I'm Still Going To Want To Know

Angry (Paul McCartney) - Paul McCartney (Vocais e guitarra) / Pete Townshend (Guitarra) / Phil Collins (Bateria) / Eric Stewart (Violão e guitarra) / Neil Jason (Baixo) / Produção: Paul McCartney, Padgham Hugh, Phil Ramone / Album: Press to Play / Loca de Gravação: Abbey Road Studios, Londres, Inglaterra / Data de Gravação: Março - Dezembro de 1985 / Data de Lançamento: 22 de agosto de 1986.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Elvis Presley - Dragonheart

Elvis Presley - Dragonheart - Este lançamento do selo FTD (Follow That Dream) ficou mais conhecido pela polêmica causada pelos fãs americanos de Elvis (considerados os mais chatos do planeta!). Acontece que alguns fã clubes protestaram formalmente contra a gravadora por causa do mau gosto da capa!!! (que bobagem!). A BMG USA até pensou em retirar o CD do mercado e confeccionar uma nova capa, mas depois chegou a conclusão que isso estava era no fim das contas se transformando em uma tremenda publicidade grátis para o lançamento. Coisas de marketing. Eu particularmente não acho a capa tão pavorosa assim, existem piores na discografia de Elvis.

Mas e o CD? Esse traz um show inédito da carreira de Elvis gravado em 1974, com ótima qualidade de som. Esse ano de 1974 ficou marcado por diversos acontecimentos nos concertos de Elvis. As críticas começaram a soar mais severas porque Elvis começou a se apresentar de forma desconexa, muitas vezes ignorando o público, errando muito as letras, isso quando não acontecia algo mais grave no palco. Hoje em dia os biógrafos de Elvis consideram 74 o ano mais alucinado de Elvis. Segundo alguns autores Elvis começou a flertar perigosamente com drogas mais pesadas (inclusive cocaína!) o que acabou prejudicando bastante suas apresentações. Esse show gravado em South Bend dá uma ideia de seus problemas. O show é de mediano para fraco. Elvis parece disperso, sem foco. Além disso falha em canções que exigiam mais dele como por exemplo o clássico "Bridge Over Troubled Water". De novidade interessante, por outro lado, temos versões ao vivo de ".It's Midnight" (do álbum Promised Land) e ".Let Me Be There" (que eram novidades de repertório na época!). Como brinde o CD ainda traz duas faixas gravadas em  College Park, considerado até bem pouco atrás como o show mais "louco" da carreira de Elvis. Por todos esses aspectos esse é um título que vale a pena ter na coleção (mesmo com essa capa de gosto duvidoso!). Data de lançamento: 30 de junho de 2003.

Elvis Presley - Dragonheart (Live in South Bend on Oct. 1, 1974) - (FTD #26) 82876-53366-2 - : 1.See See Rider 3:42 2.I Got A Woman/Amen 6:56 3.Love Me 1:29 4.Blue Suede Shoes 1:24 5.It's Midnight 3:46 6.Big Boss Man 2:35 7.Fever 3:38 8.Love Me Tender 2:14 9.Hound Dog 2:04 10.Heartbreak Hotel 2:21 11.If You Love Me 2:50 12.Bridge Over Troubled Water 4:25 13.Introductions 5:01 14.Lawdy Miss Clawdy 1:36 15.Introductions 0:51 16.All Shook Up 1:00 17.Teddy Bear/Don't Be Cruel 2:02 18.Let Me Be There 3:22 19.It's Now Or Never 2:34 20.You Gave Me A Mountain 3:14 21.Johnny B. Goode 4:00 22.Hawaiian Wedding Song 2:31 23.Steamroller Blues 2:48 24.Can't Help Falling In Love 1:39 25.Closing Vamp and Announcements 0:56 (Bonus tracks) 26.Alright, Okay, You Win (74-09-29 Detroit) 27.Trying To Get To You (74-09-28 College Park) 28.Blue Christmas (74-09-28 College Park).

Pablo Aluísio.

sábado, 3 de setembro de 2016

Paul McCartney - Get It

Uma das melhores faixas desse álbum "Tug of War" de Paul McCartney é essa canção chamada "Get It" que ele gravou em dueto com o cantor e compositor Carl Perkins. Paul, como todos sabemos, sempre foi um fã declarado da geração de inigualáveis roqueiros que surgiram na pequenina gravadora Sun Records de Sam Phillips em Memphis. Foi nesse estúdio acanhado e quase amador que gravaram pela primeira vez verdadeiros gênios e ícones da primeira geração do rock americano como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e, é claro, Carl Perkins. Esse ídolo da Sun foi inclusive o autor de um dos maiores hits da carreira de Elvis, "Blue Suede Shoes". Assim quando pintou a chance em 1982 para Paul trabalhar com Perkins ele não deixou a oportunidade passar em branco. Paul queria acima de tudo homenagear esse seu verdadeiro ídolo de sua juventude. Ao aceitar cantar com Paul, esse logo organizou a viagem de Perkins para a Inglaterra, pois Paul queria que ele gravasse no lendário estúdio Abbey Road ao lado de George Martin, o famoso produtor dos Beatles, que também estava trabalhando com Paul em "Tug of War" e que também tinha grande vontade de trabalhar ao lado de Perkins.

O resultado foi inesquecível. O curioso de tudo é que Paul resolveu fazer uma gravação bem acústica, onde ouvimos praticamente apenas ele e Perkins tocando seus respectivos violões. Nada de sofisticado ou muito super produzido. Em entrevistas Paul explicou que queria recriar um pouquinho a sonoridade da Sun Records, onde todos aqueles seus ídolos do passado estiveram. Assim nada de orquestrações ou coisas do tipo. Apenas voz, violão e muita descontração. Inclusive o próprio Paul resolveu deixar na edição final do disco uma gostosa risada de Perkins que ele deu logo após o fim da gravação. Não poderia terminar melhor esse dueto realmente histórico. Foi a única vez que Paul McCartney e Carl Perkins trabalharam juntos pois o grande rockstar da Sun Records morreria poucos anos depois, com apenas 65 anos de idade. Uma grande perda para a história do rock certamente. Seu ótimo dueto com Paul porém sempre será eterno no repertório desse excelente disco.

 
Get It (McCartney / Perkins)
You've Got To Get It Mm Mm / You've Got To Get It Don't Forget / It Doesn't Come Around Again / You've Got To Get It Mm Mm / You've Got To Get It And You've Got To Get It Good / Once I Had A Little Spanish Guitar / The Neighbours Told Me I Could Go Pretty Far / Well I Came And I Went / And My Guitar Got BentBut I Discovered That The People Who Love / Are What We Need If We're To Get Up Above It All / And That's That / Unless The World Is Flat / I Wanna Get It Mm Mm / I Wanna Get It Just In Case / It Doesn't Come Around Again / I Wanna Get It Mm Mm / I Wanna Get It And I Wanna Get It Good / Pardon Me If I've Been Misunderstood / I Wanna Get It While The Going Is Good / The Telephone Rang / About A Song I Sang / The Life Of Cadillac And Ultra For Sure / Is Automatic For The Lady Demure / She Came And She Went / Without A Single Dent / Come On, Let's Get It Mm Mm / Come On, Let's Get It Don't Forget / It Doesn't Come Around Again / You've Got To Get It Mm Mm / You've Got To Get It And You've Got To Get It Good / Come On, Let's Get It Mm Mm / Come On, Let's Get It Don't Forget / It Doesn't Come Around Again / You've Got To Get It Mm Mm.

Get It (McCartney / Perkins) / Álbum: Tug Of War / Data de gravação: Outubro de 1980 a Setembro de 1981 / Local de Gravação: Abbey Road Studios, Londres / Produtor: George Martin / Músicos: Paul McCartney (vocais, violão) Carl Perkins (vocais, violão), Adrian Shepard (bateria).

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pink Floyd - Wall in Progress (1978-1979)

Com o surgimento da internet o mercado de bootlegs explodiu! O número de títulos segue a cada ano cada vez maior. E os títulos são muitos. Para quem gosta de rock clássico e rock progressivo não poderia haver melhor notícia. Muito material assim segue sendo lançado. Aqui temos um bootleg criado a partir de demos e takes alternativos do clássico álbum "The Wall" do Pink Floyd. Como bem sabemos "The Wall" foi um disco concebido, criado e idealizado por Roger Waters. Antes de entrar no estúdio ele gravou diversas faixas demo para apresentar as canções ao resto do grupo (não havia dito que tudo veio de sua mente criativa?).

Pois então parte desse material foi resgatado nesse CD. É um material cru, sem muito trabalho de finalização, de arte final. Tudo soa quase como foi composto. Water é provavelmente o músico mais egocêntrico do universo, mas aqui vemos parte de sua incrível genialidade. Não digo que esse tipo de material vá interessar para quem não é fã do Pink Floyd, mas certamente será de extremo interesse para os fãs de carteirinha. O álbum "The Wall" segue sendo bem debatido até nos dias de hoje, já para quem deseja apenas ouvir uma semente do disco, poucos títulos podem ser tão interessantes como esse. Recomendado? Certamente sim.

Pink Floyd - Wall in Progress (1978-1979)
01. In The Flesh?  02. The Thin Ice 03. Another Brick In The Wall Part 1  04. The Happiest Days Of Our Lives 05. Another Brick In The Wall Part 2 06. Mother 07. Goodbye Blue Sky 08. Empty Spaces Part 1 09. Young Lust 10. One Of My Turns 11. Don't Leave Me Now 12. Empty Spaces Part 2 13. What Shall We Do Now? 14. Another Brick In The Wall Part 3 15. Goodbye Cruel World 16. Nobody Home 17. Vera 18. Bring The Boys Back Home 19. Is There Anybody Out There? Part 1 20. Is There Anybody Out There? Part 2 21. Comfortably Numb 22. Hey You 23. The Show Must Go On  24. In The Flesh 25. Run Like Hell 26. Wating For The Worms 27. Stop 28. The Trial  29. Outside The Wall.

Pablo Aluísio.

sábado, 27 de agosto de 2016

Elvis Presley - I'll Remember You

Elvis Presley - I'll Remember You
Soundboard gravado nos dia 02 e 03 de fevereiro de 1973 em Las Vegas. Essa temporada sucedeu o grande "Aloha From Hawaii" e trouxe um Elvis doente, exausto e sem interesse. Essa triste situação era até bem fácil de compreender. Depois do "Aloha" as temporadas em Las Vegas soavam completamente sem interesse ou sentido para o cantor. Ele tinha esperanças (e muita vontade) de realizar uma grande turnê pela Europa. Vivia falando em fazer shows em Londres ou Paris. Isso porém jamais aconteceria. O Coronel Parker era um empresário mal-intencionado e limitado intelectualmente. Ao invés de levar o show de Elvis aos palcos do mundo (algo que todos os grandes astros da época faziam) ele preferiu afundar Elvis em mais uma previsível, tediosa e chata temporada em Vegas. Sem condições adequadas de saúde (afinal Elvis havia sido salvo de uma overdose de drogas após o show no Havaí) e completamente frustrado, ele subiu ao palco naquela temporada sem qualquer vontade de realizar boas apresentações.

O Elvia da temporada de 1973 em Las Vegas soa como um burocrata tendo que bater o ponto. Poucas músicas novas foram adicionadas ao repertório (Elvis não queria mais ensaiar) e os concertos fatalmente caíram no tédio absoluto. Um colunista da cidade chegou a escrever na época: "Elvis parece mais desinteressado do que nunca. Ele não demonstra mais a boa vontade e o prazer de cantar das temporadas anteriores. Geralmente anda esquecendo as letras das músicas e tudo parece transcorrer ao acaso. Elvis também precisa prestar mais atenção nos longos monólogos que anda fazendo. Ao invés de cantar ele fica falando demais entre as canções. As piadas estão repetidas, o que foi mais um fator negativo que me fez não gostar desse show". O Coronel Parker mandou os membros da máfia de Memphis esconderem as críticas negativas, o que foi muito ruim. Se Elvis tivesse conhecimento do que andavam falando dele na imprensa certamente ele teria melhorado a qualidade de suas apresentações. Enfim, diante disso o que temos aqui é mais um lançamento sem grandes novidades, soando realmente banal, com Elvis em controle remoto, bem apático. Data de lançamento: 08 de dezembro de 2008.

Elvis Presley - FTD I'll Remember You
1. See See Rider 2. I Got A Woman / Amen 3. Until It's Time For You To Go 4. You Don't Have To Say You Love Me 5. Steamroller Blues 6. You Gave Me A Mountain 7. Fever 8. Love Me 9. Blue Suede Shoes 10. Love Me Tender 11. Johnny B. Goode 12. Hound Dog 13. What Now My Love 14. Suspicious Minds 15. Introductions By Elvis 16. I Can't Stop Loving You 17. American Trilogy 18. Can't Help Falling In Love Bonus Song: 19. Sweet Caroline (Midnight Show, Feb.2) 20. I'll Remember You (Dinner Show, Feb.3)

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - A New Kind Of Rhythm

Elvis Presley - A New Kind Of Rhythm
Esse CD foi lançado pelo selo Madison em 2007. Obviamente se trata de mais um Bootleg. Intitulado "A New Kind Of Rhythm!", trouxe o show que Elvis realizou no dia 21 de março de 1976 em Cincinnati, Ohio. O título traz algumas novidades, entre elas o fato das gravações originais terem sido gravadas no sistema "Living Binaural", o que garantiu maior fidelidade e qualidade. Outra novidade se referia ao próprio grupo que acompanhou Elvis no palco. Aqui temos a participação de Larrie Londin, considerado por muitos melhor baterista até do que o titular e costumeiro Ronnie Tutt. Outra novidade foi a presença de Shane Keister nos teclados. Com banda renovada Elvis partiu para essa verdadeira maratona de shows pelos Estados Unidos, cruzando o país de costa a costa, em apresentações quase ininterruptas. Em 1976 ele certamente cumpriu uma das agendas de concertos mais puxados de toda a sua carreira. Endividado, Elvis teve que trabalhar como nunca.

Como sempre, o cantor alternou momentos de descontração com outros de seriedade nas interpretações, sendo destaque sua performance em canções como "You Gave Me A Mountain", "America The Beautiful", "And I Love You So" e a sempre memorável "Hurt". Já em relação aos seus antigos clássicos roqueiros os destruiu sem dó e nem piedade, trazendo uma incrível sucessão de interpretações péssimas, sem qualquer capricho ou respeito. Geralmente cantando a meia voz, sem ligar para a letra (se estava certa ou errada), Elvis parecia usar seu antigo repertório como uma espécie de piada de mau gosto. Pouco se importando em cantar hits como "Teddy Bear / Don't Be Cruel" da maneira certa. Outro aspecto vem das apresentações infindáveis de seus músicos. Elvis usava isso para descansar, geralmente fora do palco, enquanto seus músicos tentavam dar conta do recado praticamente sozinhos. Como complemento o CD trazia um encarte especial com 16 páginas, com muitas fotos do concerto realizado pelo cantor naquela ocasião.

Elvis Presley - A New Kind Of Rhythm (2007)
01 - Introduction: Also Sprach Zarathustra 0:36 ; 02 - C.C. Rider 4:06 ; 03 - I Got A Woman / Amen 4:37 ; 04 - Love Me (w/false start) 1:57 ; 05 - Let Me Be There 2:48 ; 06 - Love Me Tender 1:44 ; 07 - Steamroller Blues 3:03 ; 08 - All Shook Up 1:00 ; 09 - Teddy Bear / Don't Be Cruel 2:05 ; 10 - You Gave Me A Mountain 3:23 ; 11 - Polk Salad Annie 3:41 ; 12 - Introductions by Elvis of vocalists, band (incomplete) 0:39 ; 13 - What I'd Say? (James Burton) 0:47 ; 14 - Drum solo (Larrie Londin) 0:43 ; 15 - Bass solo (Jerry Scheff) 1:00 ; 16 - Piano solo (Shane Keister) 0:59 ; 17 - Electric piano solo (David "Bobby" Briggs) 0:45 ; 18 - Introduction by Elvis of orchestra 0:18 ; 19 - School Day (Joe Guercio Orchestra) 0:59 ; 20 - And I Love You So (w/false start) 4:00 ; 21 - Hurt 2:17 ; 22 - Hurt (full reprise) 2:11 ; 23 - Emergency Announcement (Elvis) 0:29 ; 24 - Burning Love 3:05 ; 25 - America The Beautiful 2:12 ; 26 - Hound Dog 1:58 ; 27 - Funny How Time Slips Away 3:07 ; 28 - Can't Help Falling In Love 1:49 ; 29 - Closing vamp 1:14 ; 30 - "Elvis Has Left The Building" and Final Announcements (Al Dvorin) 3:10

Pablo Aluísio.